Na vida temos de ser eternos aprendizes... foi assim que me senti ao bordar minha primeira paisagem... senti que tenho muito que aprender e que tudo tem de ter um primeiro passo... eu dei esse primeiro passo... agora vamos à caminhada.
Quem sou eu
- Marina
- Esposa, mãe, professora, artesã. Apaixonada por tudo o que faz. Amante da música, de um bom livro, de estar com a família e amigos. Simples não? Isso é viver!
Pesquisar este blog
02 setembro 2013
24 maio 2013
Caderno de Bordados
Participo de um grupo de Bordados pelo Facebook que amo. Aprendi a bordar de 2011 pra cá. Antes sabia bordado em ponto cruz, bordado livre correntinha, atrás e haste, mas não sabia compor desenhos. Hoje já me aventuro e ouso pegar no tecido e linhas e fazer algo mais.... e desse algo mais saiu esse Caderno de Bordados.
22 maio 2013
03 maio 2013
Panô
Meninas, voltei. Depois de um período de doença, na cama, por 30 dias, e outro de convalescência estou aqui. Fiquei esse tempo todo sem publicar nada porque não tinha coragem sequer de levantar da cama.
Hoje trago pra vocês um panô que estamos fazendo... Elisa Galvão, Adriana Camilo, Raquel Ianelli e eu... e agora mais duas... Lisa Arrais e Mônica Barreto. elas escolheram um panô e eu bolei as medidas e juntas escolhemos os desenhos. eu terminei mais rápido porque para oreintar eu deveria saber o que orientar neh nãow rsrsrsrsrs eis o dito cujo.

20 abril 2013
Dica de organização
Guardar o material de costura, com organização, otimiza o seu trabalho. Há certos objetos mais difíceis de guardar... um deles são as bobinas... já tive de tudo: organizadores de plastico com gavetinha, com divisórias, gavetinha da máquina, tubo de filmes de máquinas de fotografia... aqueles filmes antigos, que tinham de revelar. Esses tubos foram bem eficientes, mas só cabiam quatro bobinas. Nas gavetinhas e nos organizadores de plástico as bobinas rodavam ao ser puxada a gaveta e as linhas se desenrolavam e embaraçavam e eu, particularmente, detesto desembaraçar linhas. Resultado: acabava cortando as linhas. Dessa forma, arrumei uma maneira prática e que ocupa pouco espaço pra guardar minhas bobinas. O único senão é quando preciso de pegar uma do meio, mas isso não invalida a praticidade e a otimização do espaço.
Usei uma cordinha, daquelas de varal, e coloquei cola na ponta para firmar os fios e não desfiar, para facilitar o enfiar... assim como cadarço de sapato.
19 abril 2013
01 março 2013
Mulher - 8 de Março
Mulher – 8 de Março
Fui professora por vinte e cinco
anos dos quais vinte e três dedicados à EJA – Educação de Jovens e Adultos.
Minha sala era composta por operários da construção civil, empregadas
domésticas, donas de casa, babás ou pessoas do mercado de trabalho que
necessitavam de estudos para garantir a permanência no emprego.
Minhas aulas eram ministradas
estimulando a participação do aluno para que pudesse interagir, aumentar a
auto-estima e assim conseguir se expressar. As histórias eram de cunho diverso,
ora alegres, ora tristes, ora revoltantes.
Numa ocasião dessas, em que a
conversa girava em torno de suas experiências de vida, Lúcia, cujo nome
verdadeiro aqui omito, contou a sua que passo a narrar agora.
Ela havia sido moradora de rua, pois
fugiu de casa porque era espancada pela mãe. Não era miserável, visto que tinha
um tio que era delegado, mas criança que vive nas ruas não tem lar, não tem
família... esse é o quadro.
Contou-nos ela que passava frio e
fome, mas era melhor do que o ambiente de casa.
Uma vez, morta de fome, passou
por uma lanchonete e viu um sujeito comendo um sanduíche. Ela não gostava de
pedir esmolas, mas naquele dia a fome falou mais alto e se aproximou. Abordou o
indivíduo e pediu para que lhe pagasse algo
para matar a fome. O olhar de desprezo lançado em direção a ela foi tamanho que
ela abaixou a cabeça, mas não saiu dali... queria matar a fome... queria
preencher aquele buraco no estômago que a fazia envergar.
— Oh, garçom, faça um sanduíche pra mim, gritou o sujeito.
Lúcia vibrou por dentro... iria
comer finalmente. Afastou do balcão, à espera da comida. Finalmente, lá vinha o garçom om o pratinho com um enorme pão redondo aparecendo por cima do prato.
Aproximou satisfeita do balcão e ficou estarrecida com o que aconteceu a seguir.
O sujeito, aparentemente caridoso, literalmente, pegou o sanduíche jogou-o no
chão, pisou em cima esfregando-o com o sapato. Apanhou-o e o entregou à Lúcia.
– Agora é seu... pode comer, disse.
Com o sanduíche as mãos,
escondendo-o atrás do corpo, como se pudesse esconder a vergonha, saiu da
lanchonete. Queria estar longe dali. Olhou o sanduíche e, com e lágrimas
escorrendo pelo rosto, comeu-o mesmo assim.
A partir daquele dia nunca mais
pediu nada pra comer... passou a viver do lixo.
— “ Era mais digno professora... pelo menos
era uma sujeira escolhida por mim”.
Assinar:
Postagens (Atom)








