Quem sou eu
- Marina
- Esposa, mãe, professora, artesã. Apaixonada por tudo o que faz. Amante da música, de um bom livro, de estar com a família e amigos. Simples não? Isso é viver!
Pesquisar este blog
Mostrando postagens com marcador Desapego. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desapego. Mostrar todas as postagens
25 fevereiro 2013
Desapego IV - viver simplesmente
Lendo os comentários publicados para o tema Desapego vi que todas são unânimes em dizer que o desapego não é fácil e eu tenho de concordar com isso. Ele necessita de exercício, de treino, porque vivemos em uma sociedade do consumo. Poucas pessoas conseguem ficar imunes aos apelos publicitários incentivadores do comprar, do obter.
Isso me faz\ lembrar de uma pequena história que eu não me lembro se ouvi, vi ou li a respeito do espírito de pobreza de Leonardo Boff. Vou contar, mas não sem antes fazer um comentário a respeito de passar para frente algo de que você ficou sabendo. "Quem conta um conto, aumenta um ponto". Se você vai contar algo que denigre uma pessoa é melhor esquecer, porque aumentar um ponto a um fato já ruim é maledicência... agora, aumentar pontos em algo bom só tende a engrandecer esse algo ou alguém de quem estamos falando.
Voltando ao que quero contar, que como disse, não sei se é verídico ou não, mas se não for, gostaria que Leonardo Boff visse como um conto, uma ficção, uma prosa que vai ajudar às pessoas que sofrem de compulsão consumista.
Uma vez, em entrevista perguntaram a Leonardo como ele vivia em uma sociedade capitalista, de alto consumo tendo como filosofia e modo de vida calcados na pobreza. Pobreza aqui não tem o cunho de miséria, mas de ter, apenas, o estritamente necessário que permita viver bem, com dignidade e não com opulência, com acúmulo de bens, já que acúmulo de bens excede ao que necessitamos. Leonardo respondeu que vivia bem, que de tudo que necessitava ele possuía. Perguntaram, então, como ele se divertia e ele respondeu: lia, passeava ao ar livre, mas foi com a última pergunta que Leonardo deu o testemunho de que cultivava o despego como ninguém... que resistia bem ao apelos da sociedade de consumo. Perguntaram-lhe se ia a Shoppings, já que lá a idéia era essencialmente para comprar, para consumir. Ao que ele respondeu:
--- Claro que vou... vou ao shopping para saber do que não preciso comprar.
23 fevereiro 2013
Desapego III
BUSQUE O DESAPEGO MATERIAL
Você não pára de pensar naquela blusa que você viu na vitrine do
shopping outro dia ou sua obsessão no momento é aquele celular de última
geração que acabou de sair? Calma, dê um descanso para a sua mente e tente
colocar algumas prioridades antes. O que faz sentido para você? O que torna
você feliz e o que te deixa com uma grande sensação de alegria? Se fazer
compras e ter coisas materiais é uma dessas coisas, tente reavaliar a vida que
você tem.
Geralmente pessoas carentes, ansiosas, ou mesmo com algum problema que não consegue solucionar no exato momento em que surge, tentam encontrar no apelo material uma fuga. A sociedade em que vivemos prega um pouco essa "necessidade" material que aparentemente devemos ter. Mas se você focar no que realmente precisa - e talvez não seja muito - para se sentir satisfeita, as coisas podem melhorar e muito, inclusive para o seu bolso.
1. Vá ao seu guarda-roupa e observe-o. Se você ama roupas, avalie cada peça. O que você usa realmente? O que só é bonito, mas não lhe cai bem e você nunca usou? Faça uma seleção e doe o que você não usa. Deixe o seu armário mais leve, assim como o seu espírito. Essa organização também é mental, muitas vezes serve como uma sessão de relaxamento;
2. Já sabemos que nada dessa vida se leva, mas isso não basta. Queremos "ter" coisas na vida, já que estamos vivendo. Isso não é errado, mas tente não fazer disso um objetivo, uma coisa mais importante do que sair para conversar com os amigos, por exemplo. Dê mais vazão a um telefonema amistoso ou uma divertida tarde com seus filhos;
3. Somos humanas. Por mais que tentemos nos desapegar, há sempre propagandas comerciais na televisão, revistas e vários outros apelos de divulgação de roupas, maquiagens, objetos tecnológicos, querendo nos seduzir. Podemos ceder à tentação às vezes, mas é bom ser racional. Você tem coisas em casa parecidas com a que estão te oferecendo? Você tem necessidade daquilo? Você vai usar aquilo? O quanto você vai ser feliz e se sentir satisfeita com aquilo? Fazer essas perguntas antes de tomar uma decisão de comprar, sempre é importante;
4. Outros objetos como revistas antigas, materiais e ferramentas guardadas no fundo do armário ou debaixo da cama, veja se há coisas que você possa doar, que sejam úteis e funcionais a outras pessoas, do contrário jogue fora o que não serve mais, limpe, organize, renove, livre-se!
5. Se comprar é um hábito na sua vida, troque-o por uma tarde curtindo a sua casa, inventando uma receita nova, experimentando as maquiagens que você tem, combinando as peças do seu guarda-roupa de formas diferentes, ouvindo músicas que você gosta e dance, exercite-se, chame os amigos e procure se divertir, porque esse é o melhor hábito de todo (Fonte Vila Mulher, por Jessica Moraes - foto - Imagens do Google)
Geralmente pessoas carentes, ansiosas, ou mesmo com algum problema que não consegue solucionar no exato momento em que surge, tentam encontrar no apelo material uma fuga. A sociedade em que vivemos prega um pouco essa "necessidade" material que aparentemente devemos ter. Mas se você focar no que realmente precisa - e talvez não seja muito - para se sentir satisfeita, as coisas podem melhorar e muito, inclusive para o seu bolso.
1. Vá ao seu guarda-roupa e observe-o. Se você ama roupas, avalie cada peça. O que você usa realmente? O que só é bonito, mas não lhe cai bem e você nunca usou? Faça uma seleção e doe o que você não usa. Deixe o seu armário mais leve, assim como o seu espírito. Essa organização também é mental, muitas vezes serve como uma sessão de relaxamento;
2. Já sabemos que nada dessa vida se leva, mas isso não basta. Queremos "ter" coisas na vida, já que estamos vivendo. Isso não é errado, mas tente não fazer disso um objetivo, uma coisa mais importante do que sair para conversar com os amigos, por exemplo. Dê mais vazão a um telefonema amistoso ou uma divertida tarde com seus filhos;
3. Somos humanas. Por mais que tentemos nos desapegar, há sempre propagandas comerciais na televisão, revistas e vários outros apelos de divulgação de roupas, maquiagens, objetos tecnológicos, querendo nos seduzir. Podemos ceder à tentação às vezes, mas é bom ser racional. Você tem coisas em casa parecidas com a que estão te oferecendo? Você tem necessidade daquilo? Você vai usar aquilo? O quanto você vai ser feliz e se sentir satisfeita com aquilo? Fazer essas perguntas antes de tomar uma decisão de comprar, sempre é importante;
4. Outros objetos como revistas antigas, materiais e ferramentas guardadas no fundo do armário ou debaixo da cama, veja se há coisas que você possa doar, que sejam úteis e funcionais a outras pessoas, do contrário jogue fora o que não serve mais, limpe, organize, renove, livre-se!
5. Se comprar é um hábito na sua vida, troque-o por uma tarde curtindo a sua casa, inventando uma receita nova, experimentando as maquiagens que você tem, combinando as peças do seu guarda-roupa de formas diferentes, ouvindo músicas que você gosta e dance, exercite-se, chame os amigos e procure se divertir, porque esse é o melhor hábito de todo (Fonte Vila Mulher, por Jessica Moraes - foto - Imagens do Google)
22 fevereiro 2013
Desapego II - a saga continua
Realmente esse tema me interessou muito por algumas razões: primeiro porque nunca gostei de acumular coisas... moramos em espaços pequenos e temos de decidir em oferecer espaços para nós mesmos ou para coisa que acumulamos, muitas das vezes sem serventia nenhuma para nós ou, se tem alguma serventia, mas que é dispensável, ficamos apegadas àquilo que, talvez, ficaríamos melhor sem.
Fiz essa introdução para contar um pequeno episódio que me valeu muito como experiência de vida.
Eu tinha uma cômoda de estilo Shabby chic rústico que eu amava. Ficava no meu quarto com meus cosméticos e minhas caixas de bijouteiras, embaixo de um espelho de madeira maciça muito bonito.
Ela também era de madeira maciça em parte. Digo em parte porque as partes não-aparentes, como fundo e tampo eram revestidas com madeira nobre, mas o recheio havia sido feito com madeira branca.
Diante desse quadro pouco nobre o cupim atacou e atacou feio. Tentei de todas as maneiras combater a praga, mas ela foi mais forte e detonou a cômoda. Não satisfeitos com a peça os cupins atacaram meus armários de quarto, minhas portas e tudo de madeira que viam pela frente. A devastação foi tamanha que resolvi fazer uma reforma no apartamento e resolvi botar tudo fora, literalmente, inclusive a cômoda-xodó. Pedi aos pedreiros da obra que a levassem para baixo e colocassem-na na minha garagem até ver o que fazer com ela.
Foi ai, nesse ponto da história, que o desapego começou: minha amiga e vizinha, Elisa, arquiteta de Casa Cor, viu o potencial da desprezada e me pediu para ficar com ela. Consenti, não sem antes lhe avisar do poder destruidor dos famigerados cupins, ao que ela retrucou ter uma fórmula mágica para combatê-los, e foi explicando, explicando e eu não mais a ouvia, porque meu coração estava lá, com certeza, em alguma daquelas gavetas.
Passados alguns dias, encontrando-me de novo com ela na garagem, vem ela me falar da epopéia da restauração da cômoda e de como havia ficado bonita em sua sala.
Havia tirado todo o tampo comido de cupim, trocado o fundo, lixado, e, simplesmente, aplicado óleo de Peroba, já que a madeira por si só, crua, já era bonita. No tampo colocou um mármore de Carrara, o que deu uma imponência à peça...
NEM PARECE A MESMA, falou, VÁ LÁ VER COMO FICOU CHIQUE A MINHA SALA.
Grunhi qualquer coisa, quase morrendo por dentro, despedi-me dela, entrei no carro já mortificada.
Ia me encontrar com minha filha mais velha e ao toparmos contei a ela o acontecido e foi ai que o desapego, realmente, aconteceu. Foi na fala sábia de minha filha que, não só me esqueci da cômoda como, juro por Deus, fiquei satisfeita de minha cômoda, agora, enfeitar a sala de minha amiga arquiteta. Minha filha me disse:
-- Mamãe, esqueça a cômoda! Há um tempo para cada coisa! Seu tempo com a cômoda terminou, agora começa o tempo dela com a Elisa.
Foi como se eu estivesse sentindo muita dor e tivesse tomado morfina naquele momento.
Assinar:
Postagens (Atom)


