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Esposa, mãe, professora, artesã. Apaixonada por tudo o que faz. Amante da música, de um bom livro, de estar com a família e amigos. Simples não? Isso é viver!

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16 março 2015

Ipê amarelo bordado

Inicando outra paisagem bordada. Quem já ouviu falar de Monika Kinner ou Judith Montano? São duas artistas que bordam paisagens... bordam? não.. não... elas pintam quadros com agulha e linha... são  verdadeiras obras de arte. Sou apaixonada pelo trabalho delas... vou seguindo-as no rabo do cometa...rsrrsrsrsrs...
Eu fiz uma paisagem bordada de uma casinha na roça... agora estou começando outra. Não sei ainda que nome lhe dar, porque ainda está em construção. Só que desta vez, ao invés de puro bordado, resolvi aplicar tecidos no fundo em composição de paisagem. Bordei um ipê florido, inspirado em um de Lucia Schwery.
Adoro bordar árvores.. elas são a essência da vida no planeta. Quando um homem derruba uma árvore está assinando a condenação de extinção do planeta e de sua própria existência!

27 fevereiro 2015

Paisagem bordada - casinha na roça

O que você sente quando vence um desafio? Um prazer sem medidas, não é não?
Houve uma vez um grupo... houve uma vez um projeto. Gente boa, feliz, amiga! Um prazer imensurável estar juntas, quer presencial ou virtualmente.
Um grupo nascido nas estradas da Web e que foi reunido concretamente por força da amizade de cada membro.
Dizem que nada é para sempre! Uma pena... durou pouco... não a amizade, mas a junção delas.
Para firmar essa união havia uma proposta de bordar uma árvore... eu recebi a minha... era um Jacarandá Mimoso... azul arroxeado ou roxo azulado? Não sei... só sei que era lindo.
Comecei a treinar, pois não queria fazer feio. Havia colegas que bordavam há muitos anos e muito bem! Sem nomes! Histórias não precisam de pessoas nomeadas... cada um que lê reporta à alguma bordadeira... isso reaviva lembranças!
Mas... bordei troncos, bordei árvores, bordei paisagens, bordei flores!
Sabe aquela aluna aplicada que leva o dever para casa e faz com afinco a fim de tirar nota máxima e elogios do professor? Pois é... foi o meu retrato!
E o projeto se foi... o grupo se dispersou, mas a amizade... ah! essa ficou... cada uma num canto, mas ficou: na troca de carinho, de mensagens, de até o desejo de um dia se encontrar de novo.
Mas e o meu treino? Onde ficaria? Jogado numa gaveta? Não! Cada vez que o olhasse sentiria algo ruim, de coisa deixada pelo caminho.
Fui em frente! Acrescentei outras árvores... o Ipê Rosa ao lado do meu Jacarandá Mimoso e atrás um Bouganville, para firmar o propósito de um projeto que estava nascendo...  As Quatro Estações.... Por que um projeto assim? Para dar continuidade ao prazer, porque essa é a verdadeira tônica de bordar. Satisfação... muito prazer em bordar.
Eis aqui a minha satisfação! Um dia quero olhar para ele e lembrar de cada uma das minhas companheiras de bordado... seus rostos estão por trás de cada ponto bordado. Vocês estão no meu coração, porque vocês foram a razão de eu ir em frente.

04 dezembro 2014

Novo desafio de Nina Dias- Sunbonnet

Estamos cá de volta às voltas com novo desafio de Nina. Agora são as bonequinhas sem rosto, isto é, tem rosto, mas está escondido sob o chapéu.
Essas bonequinhas me encantam!
Tive poucas bonecas na vida! Lembro-me de três: uma de papelão (quem se lembra? rs), uma de louça e a outra de pano.
Essa de pano foi meu pai quem a fez pra mim. Vendo a minha dificuldade em fazer, pois tinha uns 9 anos, acho eu, ele tomou a função pra si. O resultado foi uma boneca robotizada, pois a cara e o corpo saíram quadrados rs. Como a habilidade dele em costura era tão nula quanto à minha, ele tomou o tecido de ambas as partes e foi dobrando em dois, em quatro e assim por diante... a forma, necessariamente, teria de sair quadrada. A boneca não saiu bonita, mas o seu carinho em me agradar jamais saiu da minha mente... nem a imagem da boneca. Acho que podem passar mais muitos anos que nunca vou esquecer minha boneca robótica.
Outros bonecos que fazem parte de minha imaginação infantil são a Bonequinha Preta e o Bonequinho Doce... livros infantis de Alaíde Lisboa.
 
 
Eu estava começando na arte da leitura e minha imaginação corria solta... ficava muito triste com o destino do pobre bonequinho doce!
 
As bonequinhas de Nina são mais felizes rs.
Agora, depois de grande, e bem grande (rs) brinco com outras bonecas.
Minha máquinas de costura são minha bonecas... é com elas que eu agora brinco.
Outro dia, adquiri mais uma, das seis que tinha. Comentando com uma amiga e dizendo que eu deveria ser doida, pra ter tanta máquina ela me respondeu com uma pergunta:
_ Quando você era pequena vc tinha qualquer brinquedo que queria?
Ao que eu respondi:
_ Claro que não! Além de a gente não ter poder aquisitivo para isso havia a cultura de não dar presente com excesso para crianças. Não havia o consumismo de hoje!
Então minha amiga me disse:
_ Marina, suas máquinas de hoje são os brinquedos de ontem que você não teve!
Sábia amiga!
 
Eis a bonequinha do desafio... a primeira de sete!
 
 

 
 

Porta-tesouras

Quando era pequena meu pai sempre consertava as coisas que estragavam dentro de casa. E ele usava o que tinha à mão.
As coisas mudavam de função nas suas mãos... e eu não gostava daquilo... achava que tinha aspecto de gambiarra.
Eu era nova e não sabia dar valor à sua iniciativa de arrumar soluções.... nada ficava sem conserto!
Hoje meu pai não está mais comigo, e me peguei usando os mesmos estratagemas que ele usava... rs. Só me dei conta disso há algum tempo.
Pois bem!
Outro dia, manuseando minhas tesouras, percebi que os porta-tesouras que fiz, quando comecei a fazer patchwork, não mais me atendia. Os porta-tesouras eram de tecido com manta acrílica e com o tempo eles amolecem... ainda mais depois de lavados. E foi diante deste entrave que, olhando para um papelão de uma caixa de cerveja, resolvi fazer um porta-tesouras firme, que além de ficar visualmente melhor, ainda protegia as pontas de minhas queridas.
Queridas, sim, porque tenho mania de tesoura. Recebi a alcunha de Marina Mãos-de-tesoura, rs.



Esta foto é do ano passado... já adquiri, pelo menos, umas quatro depois desta foto...rs.
 
Esse foi o primeiro que fiz, quando comecei na arte do patchwork.


 
Agora fiz de papelão revestido com tecido, que, além de ficar mais firme para manusear, protege as pontas das minhas amadas ( rs).
 
Essas duas são recentes e não estão na foto anterior!
 

 
Mania é uma coisa que a gente tem e não sabe que tem e nem sabe explicar o porquê a tem rs.





 
 


Desafios

Desafio é uma palavra que me instiga... e desafia(rs).
Minha vida sempre foi de desafios. Minha família não era rica e assim fui conquistando meus espaços sob desafios.
Hoje, aposentada, continuo lidando com desafios, porém, estes de hoje, são desafios prazerosos.
Quem mos proporciona são a internete e pessoas instigadoras, como minha amiga virtual Nina Dias.
Os desafios são de bordado livre.
O bordado é uma arte muito antiga, predominantemente feminina, quando feita à mão, mas foi um homem, Josué Heilmann,  em 1834, quem criou uma máquina de bordar, pela qual recebeu Medalha de Ouro, sendo condecorado com  Legião de Honra ( https://www.sites.google.com/site/bordadosuniversal/a-historia-do-bordado).
Houve tempos de ouro, de auge, da arte de bordar e tempos de baixa em que a arte foi considerada "coisa de gente velha".
Hoje, o bordado é visto como arte terapia.
Bordar é mais que trançar fios no tecido. Quando se tem uma agulha e linha nas mãos e traços marcados em um pedaço de tecido a mente da bordadeira viaja para as paisagens e os canteiros, bordados. Já ouvi de uma pessoa que quando bordo entro em transe, porque não escuto e nem vejo nada ao redor (rs).
Pois bem... foi navegando pela internete que tive contato com o desafio de Nina Dias.
Ela oferecia imagens de anjos de Natalie Bird, que seriam bordados e utilizados como a bordadeira quisesse.
Amei bordá-los.
Com eles fiz peças para as netas.

 
 
 

 
 
Estamos começando novo desafio...borda ré muito bom!
 
 
 
 
 
 

13 novembro 2014

Bolsa bordada

Há algum tempo eu fiz um curso de bordado com Sávia Dumont, em São José dos Campos, no atelier de Rose Becker. Foi um encontro maravilhoso. Do saldo deste encontro nasceu um bordado de flores... um Jardim! Sávia nos deu um tecido de 40 x 40cm aproximadamente e, após riscarmos, começamos a bordá-lo. Terminamos em casa, e ele ficou bastante tempo guardado sem saber em que aplicá-lo. Finalmente, decidi por uma bolsa... dessas grandes em que a gente coloca todo material de patchwork quando vai pra aula de artesanato.
Pois bem... eu gostei do resultado... achei que ficou espaçosa e charmosa... sei que vai chamar a atenção, porque poucas mulheres hoje em dia sabem bordar... dizem...ISSO É COISA DE VELHA....mas, ah, as coisas de velhas são tão boas. Os velhos sabem curtir a vida! A eles não importa se a chuva cai, se o sol se esconde, se a lua aparece... eles só querem viver e bem! Passear, namorar, dançar... e deixe o mundo girar.
Taí a bolsa! Parece coisa de velha?  k k k k k

03 maio 2014

Cursor de ziper - monstro das patchworkeiras

Fazer patchwork é uma terapia! Escolher o tecido, o projeto, cortar, costurar. Tudo uma maravilha, mas quando chega a hora do zíper vem a desitência... ou perda de horas, senão do trabalho, porque o cursor não encaixou. Dai, recorre-se às várias estratégias dispostas na Net... o garfo de Ana Cosentino, o corte em diagonal de uma outra, dois centímetros de sobra de outra... e por ai vai... depois de duas horas ou mais exaustivas, com a ponta do zíper já desgastada, o cursor entra... e para desgosto da pobre infeliz ele entra com uma ponta maior do que outra! Oh céus.
Não pensem vocês de que comigo foi diferente... tenho meu garfo à la Cosentino...







perco minhas horas... ou perdia! Usava o corte em diagonal (em ponta)...


... mas mesmo assim ainda perdia algum tempinho!

Cansada desse "calvário" (oh, meu Deus, que hiperbólica que sou! rsrsrsr), dei tratos à bola e descobri meu jeitinho... ( como boa brasileira que sou!)
Descobri que o cursor não corria porque, ao ser puxado, a força exercida nele fazia com que ele dobrasse... e o cursor tem de andar nos trilhos... RETOS... como uma locomotiva. Dai... pensei... ora os trilhos é que tem que ser puxados, não o cursor. Então, desmanchei alguns dentinhos, que formaram uma "linha". Enfiei o cursor, segurei a linha feita com os dentinhos, bem firme,  e puxei o cursor, mantendo os "trilhos nos trilhos" rsrsrsrsr ...MARAVILHA! Quem quiser tentar eis um pequeno tutorial!



 
 
 
 
 
Tente você também!
 
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